Nosso tempo – Trabalho Social da Igreja

Nosso tempo – Trabalho Social da Igreja

Todo o mundo mudou.

Era 16 de março de 2020. Todos conheceram o Covid-19, uns pessoalmente, outros de ouvir dizer. Uns viveram, outros sobreviveram, com ou sem sequelas e outros, morreram. Mas, todos passaram a sofrer com esse “ nefasto mal “, quer na própria pele, quer na pele de amigos, vizinhos e conhecidos. Muitos foram atingidos. Poucos foram poupados.

Passamos a “ viver a pandemia da Covid-19 “.

No início, daquele primeiro ano, conseguimos sorrir, brincar, estudar, fazer ginástica, ler, realizar diversas receitas com inhame, aprender e conhecer com os filhos e cônjuges, a arte de “ viver juntos” ou “ conviver “.
Mas, passados aproximados trezentos dias, a cada dia não conseguimos mais brincar, sorrir, estudar, exercitar, ler, degustar uma receita com inhame, ou muito menos aprender com os filhos, que passaram a nos ensinar, a arte de manusear o celular. E os cônjuges, passaram a nos suportar.

“ Fique em casa “ , passou a ser a Palavra de Ordem.

Vivemos uma Nova Era. Sozinhos em nossa casa. De frente a tela do celular ou do computador. Ouvindo o interfone anunciar a chegada da farmácia, da pizza, do almoço e do mercado. Da janela vemos o céu, em dias cada dia mais curtos e quente, e noites sem estrelas, menos enluaradas.

Já não sabemos “ Ficar em casa”.

Contudo, à nossa revelia, chega a “ Nova cepa da Covid-19 “, como se já estivéssemos despedidos da anterior, passamos a conviver com essa nova intrusa. Mais ousada, pois invade o sistema imunológico causando infecção em parte dos indivíduos já infectados, mais transmissível, confirmando o Brasil, com seus 212 milhões de habitantes, como o segundo país com mais morte pela Covid-19 no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos.

Mas, sabemos em quem temos crido.

Já muitos não tem o que comer. Negros, pobres, incultos sofrem a mesma escassez do pão, com brancos, ricos e cultos. Moradores da zona sul, do subúrbio, da Zona Oeste, da Baixada Fluminense, se confundem preocupados no que comer, no que vestir, no que e, em que, trabalhar.

Como pagar as contas que insistem em chegar.

Que, sem qualquer sentimento de Amor ou Piedade, se aglomeram em cima da mesa, que até então, tinha como principal função o “repartir o pão”, servir o “quente feijão”, e, reunir a família em Oração de Gratidão.
Todo o mundo mudou.
Crônica 001 – Katia R.S.Ricardo – abril de 2021.

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